Trocando experiências
- 31 de mar. de 2017
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O Jardim Guará Mirim recebeu um grupo de alunos do 12º ano da Aitiara Escola Waldorf de Botucatu (SP), durante a última semana de abril. Os adolescentes na faixa etária entre 17 e 18 anos estavam acompanhados de tutor Matthias Adrian Murbach, e mais dois adultos. A visita ao Maranhão faz parte da programação escolar e consiste em um projeto de cunho social e de trabalho, no qual os alunos oferecem ajudas práticas onde ficam hospedados, caso haja necessidade.
O grupo ficou três dias hospedado no próprio Jardim Guará Mirim, e durante a estadia participou de uma roda de conversa com os pais e professores dos alunos, de um recital de música erudita na Escola de Música do Maranhão Lilah Lisboa de Araújo e de um conto de fadas para a turminha do Jardim, com bonecos e cenário de feltro.
Para Matthias Adrian Murbach, a vivência entre os adolescentes e as crianças que ainda estão no primeiro setênio, foi certamente o que mais lhe chamou a atenção. Segundo ele, foi uma vivência existencial. “Para estes alunos do12º ano, a vivência do jardim de infância é muito importante, é a outra ponta da escolaridade. Este vislumbre, esta experiência que eles estão tendo com as crianças pequenas é muito importante para a juventude, que atualmente está tão distraída pela mídia, pelas possibilidades tecnológicas que a vida oferece e pela dificuldade que eles sentem de se orientar na vida. Nesta idade, que é um momento em que eles têm que assumir a própria personalidade e dar os primeiros passos autônomos em suas vidas, esta vivência como pano de fundo é algo que enriquece estes dias e eu considero como uma vivência existencial. Agradeço muito que isto foi possível com esta acolhida tão calorosa e maravilhosa aqui no Jardim Guará Mirim”, pontuou.
Para os alunos, a experiência foi enriquecedora, pois lhes possibilitou vivenciar um retorno, um recomeço. “Vivenciar este contato com pessoas diferentes, de cultura diferente e também de idades diferentes é muito legal. Saber que aqui em São Luís está iniciando uma escola Waldorf, que é tão distante da nossa cidade em termos geográficos, mas que ao mesmo tempo é tão semelhante, e que nós aqui, de certa forma, pudemos ter ajudado a influenciar que a escola continue a crescer. É uma experiência muito boa”, comentou Bernardo Martins Parré, 17anos.
“Vir de uma escola que já passou por este processo de estruturação, que já está toda consolidada, e visitar uma escola que está surgindo, além disso, ver a diferença entre nós, que estamos concluindo o ensino médio, e estas crianças que estão iniciando esta vida escolar Waldorf, é muito legal. É muito bom saber que pedagogias, como a Waldorf, que visam o aluno pensar por si próprio e não ser somente mais uma coisa, uma ferramenta da sociedade como algo sistêmico, estão surgindo em outros estados, é muito interessante, porque é isso que vai importar no futuro”, finalizou Elkin David Cuellar, 18 anos






















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