Tecendo os fios e sentindo a vida
- 28 de abr. de 2017
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Foto: Isabell Mendonça

E foi assim, como numa roda de fiandeiras que iam tecendo recortes de suas próprias memórias – às vezes silenciosas, às vezes compartilhadas –, que fluiu o curso de Mandalas em Fios, com a facilitadora Mari Maya, do Chinmaya Mandalas, nos dias 22 e 23 de abril, no Jardim Guará Mirim.
Para além da prática do fazer e da estética das peças, o curso proporcionou uma vivência meditativa e terapêutica. Um resgate nas sensações e o despertar de algumas emoções. Esta foi a experiência de Keyla Cristina, 39.
“É interessante que quando a gente vai tecendo, vai percebendo onde devem ocorrer certas mudanças, nas mandalas e em nós. É um processo do fazer e do sentir. E era este mesmo o meu propósito neste curso. Uma imersão em mim mesma, uma busca no meu interior, um reencontro comigo mesma. Muito grata por esta oportunidade”, comentou Keyla.
No curso do Chinmaya Mandalas, o contato e o manuseio dos fios no encontro com a estrutura em madeira possibilita a expressão e o entendimento de movimentos internos que na maioria das vezes não é fácil compreender.
“Nos cursos que facilito, cada turma tem uma forma de interação. Aqui no Jardim Guará Mirim, senti uma interação muito grande entre as participantes, até mesmo porque muitas já convivem entre si e isso trouxe uma interação muito forte entre as pessoas, deu a impressão de que apesar de cada uma estar no seu processo de construção individual, ao final, formou-se uma grande mandala, um universo muito maior. Acho que o próprio clima do lugar favoreceu isso, pois é um espaço que tem a coletividade como algo muito forte no seu cotidiano. Achei muito rica esta experiência”, disse Mari Maia.
“Enquanto tecemos, acessamos o mundo das formas e entramos em contato com as cores e poder curativo de cada uma delas, acontece um “destravar” de emoções. Toda a prática, facilita decodificarmos sentimentos e padrões de uma forma alegre e motivadora. É como um encontro com o “fio de nossa existência” e daí se inicia a dança do reencontro com o equilíbrio, a criatividade, a inspiração, dons e talentos, um “vai e vem” para o centro de nosso SER.”






















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